quinta-feira, 7 de março de 2013

SINCERIDADE, QUALIDADE OU DEFEITO?...


SINCERIDADE, QUALIDADE OU DEFEITO?...

Da mesma forma que a falsidade, seu oposto, a sinceridade, pode ser motivo de brigas e mágoas se vier acompanhada de um ingrediente: o exagero.

Distribuir verdades a torto e a direito para quem não pediu opinião não é uma virtude. É o que garantem especialistas. Além de fazer sofrer quem ouve, faz sofrer quem fala.

Crianças e idosos tem fama de serem sinceros demais, e isso tem explicação, segundo a psicóloga Katia Wanke Cazelli.

“A criança ainda não aprendeu a atender requisitos de algumas regras sociais. Ela é muito perceptiva, mas não tem malícia. Os pais devem ensiná-la a ser conveniente, não falsa”.

Já os idosos se valem de sua experiência para falar o que der na telha: “Eles não tem mais o compromisso social de um adulto em idade produtiva. Se um adulto fala o que quiser no trabalho, pode ser demitido, por exemplo”.

Tem também quem usa a sinceridade para machucar de propósito o outro.

A pessoa supersincera acaba sendo supercrítica, supermaldosa e superinconveniente se não souber dosar as palavras e os momentos adequados.

Não é para todo mundo que você tem que impor verdades. O limite é dado pelo que esta no coração. A pessoa sabe muito bem quando esta sendo cruel e machucando alguém.

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